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G.I. Joe: Rise of Cobra

Rise of Cobra

É manjado, tem clichês a torto e a direito, é exagerado pra caramba, tem frases de efeito, e tem personagens larger-than-life. O cara mau, é MAU. Filhadaputa de tão mau. O cara durão é DURÃO. A ponto de ser o tipo de cara que levanta duas metralhadoras gigantescas, uma em cada braço, e sair explodindo tudo(e me fazendo lembrar do filme do rambo). E por aí vai.

Mas ser manjado desse jeito não faz com que G.I. Joe seja um filme ruim… e sim com que ele se torne sensacional! Porquê? Porque essa fórmula de usar clichês e estruturar uma história de maneira manjada é completamente fiel a G.I. Joe. Vilões que são impossíveis de existirem, uma versão completamente fantasiosa da realidade, soldados “normais” que são fodões simplesmente por serem fodões, máquinas fantásticas, tudo isso embolado numa seqüência de explosões intermináveis que faz valer cada centavo do ingresso. Um filme digno da herança oitentista que tem por trás dessa linha de bonecos, e do desenho que passava na TV, e não mais uma porcaria mal feita que acha que vai mudar o mundo.

G.I. Joe não é um filme revolucionário. Não é uma obra-prima. Mas é um baita filme de ação… como um bom Blockbuster deve ser, e como Transformers 2 esqueceu de ser. Todos os elementos necessários pra uma boa experiência cinematográfica tão ali: vilões que são MAUS, e sem muita frescura do porque são maus, flashbacks contando a história dos personagens durante o filme, relações familiares/afetivas/sociais entre os “bonzinhos” e os “malvados”, uma “batalha de naves” que não tem como não lembrar o ataque à Estrela da Morte no ep. IV de Star Wars, vilões estilosos e heróis tão estilosos quanto, feitos impossíveis, exageros visuais e, não podemos nos esquecer de duas coisas muito importantes: humor, e NINJAS! Ninjas nunca são uma idéia ruim, afinal de contas, “ninja” é até gíria pra coisas fodonas. E humor, quando bem utilizado, só melhora as coisas.

Mas piadinhas à parte, uma das coisas que eu achei mais legal no filme foi a sequência de batalha submarina, no final. Eu me senti como se tivessem pego a cena que citei acima, do Star Wars, e fizessem uma releitura. Sensacional! Ótima sacada, pois embora não seja novidade, isso torna o filme interessante. O uso de clichês do cinema é constante, e o filme como um todo tem uma história manjada, mas mesmo assim, não abusa do fator…e nem o faz de maneira estúpida. A luta dos ninjas no final do filme (e isso não é spoiler, pô, dois ninjas inimigos num filme, TEM que ter uma luta!) é muito massa, com espadas e tonfas zunindo por todo canto, manobras impossíveis, e o “drama do poço de lava”: tem uns raios que desintegram tudo, e os dois sentando o sarrafo ali no meio. Quanto aos flashbacks no meio do filme, não acho que eles atrapalhem a história ou o andamento da película,  já que alguns deles são tão movimentados quanto a trama principal. E ainda explicam porquê fulano odeia beltrano, ou porque ciclano conhecia a fulana, sem enrolar demais. A história do filme dá um puta apoio à estrela principal: a ação. Afinal de contas, é UM FILME DE BONEQUINHO pô! Acho que o tio Bay esqueceu disso no segundo Transformers(E não tem como comparar os dois filmes, saindo tão perto)!

Apesar de ter gostado mais de Terminator: Salvation, como crítico eu ainda digo que G.I. Joe é um filme melhor. Não “besurdamente” melhor, mas melhor. Eu não esperava demais do filme, mas não esperava pouco também… e o filme atendeu às minhas expectativas. Numa escala de 0 a 10, o filme ganha um 7, e ainda a indicação: vale a pena assistir, talvez eu tivesse gostado mais ainda se o maldito Cinemark de Canoas não tivesse lançado o filme DUBLADO. Mas mesmo com a dublagem, valeu a pena ter ido à estréia.

Transformers: A Vingança dos Derrotados

transformers

Segunda-feira da semana passada, assim, do nada, meu pai resolve me agra­dar (ou “fazer um agá”, como ele diz), e me convida pra ir no cinema. Sabendo que tinha Transformers 2, não pude negar. Entrei no cinema meio de can­to, assim como quem não quer nada. Esvaziei meu cérebro, fui pensando, “bah, tá todo mundo dizendo que o filme é uma por­caria, só vi gente detonando”, eu não esperava um filme épico tipo Senhor dos Anéis, ou me­morável tipo 300. E não encon­trei, pra falar a verdade (acha­ram que agora eu ia dizer que o filme é o máximo, e tchururú, e sonrisais, e não sei mais o quê, né?). E olha, nunca achei que ia acertar tanto em desligar meu cérebro pra entrar no cinema.

Pois então: eu curti o filme, e curti PACAS. Mas e porquê eu gostei tanto do filme? Porque eu fui pra ver a Megan Fox e robôs gigantes se socando, ora bolas! E foi o que eu vi, durante duas horas e meia. E tô pra dizer pra vocês, a Mega Fods não tá lá o bicho. Ela só não passa despercebida por ser o enfeite oficial do filme. Roteiro? Sinceramente, eu nem prestei atenção na história. Só me lembro que é uma porcaria. Mas poxa, é de Transformers que a gente tá falando, tchê: não precisa de um roteiro. Precisa de mais explosões. Por mais que digam que ação às vezes é demais, pra mim nunca é. Eu podia ficar o dia inteiro vendo: ca­minhão vira robô, robô soca outro robô, vira caminhão, corre na estrada, salva moleque, vira robô, soca outro robô de novo, explode robô, pacoteia meia dúzia de robôs.

E é isso que mais tem no filme. Logo de cara, ao invés de ficar de mimimi se demorar explicando uma origem através de cenas cheias de frescura demoradas, o Optimus explica a histó­ria verbalmente, enquanto a ação (leia-se pessoas correndo, coisas explodindo, carros pegando fogo, robôs gigantescos destruindo pontes e coisas divertidas do gênero) se desenrola. Entendendo a base do filme (e tendo assistido ao primeiro, óbvio), parte-se pra pancadaria: de saída, vemos o Autobot Sideswipe (que infeliz­mente tem uma participação pe­quena) arregaçando um Decep­ticon (que não tem nem chance de se destransformar, tadinho), e cantando de galo se exibindo, e logo depois, o Opti­mus pacoteando um outro robo­zão maior que ele (e quando eu digo maior, pensem “três vezes maior”, e olha que o Optimus é o maior dos autobots). Só essa abertura já dá o tom do filme.

Apesar de toda essa diver­são, dá pra notar bastante coisa inconsistente: a maioria dos robozassos tem uma participação bem pe­quena, à exceção do Starscream, que acaba tendo uma participação maior no filme (e ficou muito bem adaptado, sendo agora mais fiel ao perso­nagem original). Personagens legais, como o Jolt, que tem po­deres elétricos, e o supracitado Sideswipe (que usa umas lâmi­nas muito estilosas), foram mui­to pouco usados. Pô, o Jolt nem FALAR não fala! E o tal do Sideswipe, estiloso pra caramba, podia ter rendido mais, podia ter uns lances muito divertidos com ele. Vale citar também, que nesse filme, o Bumblebee tá MUITO FODÃO. Ele espanca um Decepticon numa cena, que chega a dar gosto! As lutas do filme tão bem melhores que no primeiro(leia-se: agora a chutação de rabos robóticos é gratuita, abundando e FODONA!). Além disso, o roteiro é bem clichezão, tem algumas piadas desnecessárias (aquela sobre os bagos do Devastator não conseguiu nem me arrancar um sorriso), mas ainda as­sim eu me diverti pacas. Pra falar a ver­dade, eu gostei mais do que Terminator. Até porque, nesse, tem robôs gigantes se pacoteando. E não tem muita coisa que supere robôs gigantes se pacoteando. Ainda mais durante duas horas e meia.

Ah, e pra quem talvez não se deu por conta: O “Revenge of the Fallen” do título não quer dizer “Vingan­ça dos Derrotados”, e sim “Vingança de Fallen”, que é o nome do vilão do filme. Ou seja, mais um título babaca, mal traduzido no “Bréjil”.

Transforminators. Com Megan Fods

O que acontece ao juntar Transformers e Terminator Salvation? Algo fuderoso (sim, isso inclui a Megan Fods). Confiram:

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Sugado do blog do Tota!

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