Transformers: A Vingança dos Derrotados

Segunda-feira da semana passada, assim, do nada, meu pai resolve me agradar (ou “fazer um agá”, como ele diz), e me convida pra ir no cinema. Sabendo que tinha Transformers 2, não pude negar. Entrei no cinema meio de canto, assim como quem não quer nada. Esvaziei meu cérebro, fui pensando, “bah, tá todo mundo dizendo que o filme é uma porcaria, só vi gente detonando”, eu não esperava um filme épico tipo Senhor dos Anéis, ou memorável tipo 300. E não encontrei, pra falar a verdade (acharam que agora eu ia dizer que o filme é o máximo, e tchururú, e sonrisais, e não sei mais o quê, né?). E olha, nunca achei que ia acertar tanto em desligar meu cérebro pra entrar no cinema.
Pois então: eu curti o filme, e curti PACAS. Mas e porquê eu gostei tanto do filme? Porque eu fui pra ver a Megan Fox e robôs gigantes se socando, ora bolas! E foi o que eu vi, durante duas horas e meia. E tô pra dizer pra vocês, a Mega Fods não tá lá o bicho. Ela só não passa despercebida por ser o enfeite oficial do filme. Roteiro? Sinceramente, eu nem prestei atenção na história. Só me lembro que é uma porcaria. Mas poxa, é de Transformers que a gente tá falando, tchê: não precisa de um roteiro. Precisa de mais explosões. Por mais que digam que ação às vezes é demais, pra mim nunca é. Eu podia ficar o dia inteiro vendo: caminhão vira robô, robô soca outro robô, vira caminhão, corre na estrada, salva moleque, vira robô, soca outro robô de novo, explode robô, pacoteia meia dúzia de robôs.
E é isso que mais tem no filme. Logo de cara, ao invés de ficar de mimimi se demorar explicando uma origem através de cenas cheias de frescura demoradas, o Optimus explica a história verbalmente, enquanto a ação (leia-se pessoas correndo, coisas explodindo, carros pegando fogo, robôs gigantescos destruindo pontes e coisas divertidas do gênero) se desenrola. Entendendo a base do filme (e tendo assistido ao primeiro, óbvio), parte-se pra pancadaria: de saída, vemos o Autobot Sideswipe (que infelizmente tem uma participação pequena) arregaçando um Decepticon (que não tem nem chance de se destransformar, tadinho), e cantando de galo se exibindo, e logo depois, o Optimus pacoteando um outro robozão maior que ele (e quando eu digo maior, pensem “três vezes maior”, e olha que o Optimus é o maior dos autobots). Só essa abertura já dá o tom do filme.
Apesar de toda essa diversão, dá pra notar bastante coisa inconsistente: a maioria dos robozassos tem uma participação bem pequena, à exceção do Starscream, que acaba tendo uma participação maior no filme (e ficou muito bem adaptado, sendo agora mais fiel ao personagem original). Personagens legais, como o Jolt, que tem poderes elétricos, e o supracitado Sideswipe (que usa umas lâminas muito estilosas), foram muito pouco usados. Pô, o Jolt nem FALAR não fala! E o tal do Sideswipe, estiloso pra caramba, podia ter rendido mais, podia ter uns lances muito divertidos com ele. Vale citar também, que nesse filme, o Bumblebee tá MUITO FODÃO. Ele espanca um Decepticon numa cena, que chega a dar gosto! As lutas do filme tão bem melhores que no primeiro(leia-se: agora a chutação de rabos robóticos é gratuita, abundando e FODONA!). Além disso, o roteiro é bem clichezão, tem algumas piadas desnecessárias (aquela sobre os bagos do Devastator não conseguiu nem me arrancar um sorriso), mas ainda assim eu me diverti pacas. Pra falar a verdade, eu gostei mais do que Terminator. Até porque, nesse, tem robôs gigantes se pacoteando. E não tem muita coisa que supere robôs gigantes se pacoteando. Ainda mais durante duas horas e meia.
Ah, e pra quem talvez não se deu por conta: O “Revenge of the Fallen” do título não quer dizer “Vingança dos Derrotados”, e sim “Vingança de Fallen”, que é o nome do vilão do filme. Ou seja, mais um título babaca, mal traduzido no “Bréjil”.




